A Martini revela a liberdade formal que marca parte do design brasileiro contemporâneo, permitindo que o móvel incorpore humor, referências cotidianas e gestos escultóricos. A Martini é exemplar desse movimento: transforma a imagem de uma taça em uma poltrona e faz da associação, mais do que da função, o ponto de partida para o desenho. Embora sem referências diretas, é possível associá-la formalmente à Poltrona Bowl, criada por Lina Bo Bardi em 1951 — seja nas formas curvas, seja no convite ao corpo.